Política

CPI da Saúde suspeita de uso de laranjas em lavanderia da Nilton Lins

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde levantou a suspeita de que a empresária Criselídia Bezerra da Silva seja “laranja” de terceiros e que ela não seria a real proprietária da empresa Norte Serviços Médicos LTDA, que afirma ter prestado serviços de lavanderia para o hospital de campanha da Nilton Lins.

A suspeita foi apontada nesta quarta-feira, 22, pelo presidente da Comissão, Delegado Péricles (PSL), e pelos demais membros da investigação, como Wilker Barreto (Podemos) e Serafim Corrêa (PSB). Isso ocorreu pelo fracasso na tentativa da CPI de ouvir a empresária, que participou de audiência virtual na condição de testemunha e se recusou a responder as perguntas dos deputados.

A oitiva virtual durou menos de trinta minutos, pois Criselídia não soube responder perguntas sobre faturamento da empresa, quadro de funcionários e questão societária. “Eu não sabia que teria que responder questão de datas”, limitou-se a dizer a empresária, para em seguida reclamar das perguntas feitas. “Eu vim aqui para falar do serviço de lavanderia, que a empresa fez e até agora não recebeu”.

Empresária manteve-se calada

A empresária passou, então, a recorrer ao direito constitucional de permanecer calada e se recusou a responder, por exemplo, como conseguiu o valor de R$ 5 milhões para a compra da empresa. Ela também não quis responder sobre o endereço da própria empresa. Após algumas tentativas sem sucesso de outras perguntas, o deputado Wilker Barreto tomou a palavra e levantou a suspeita de “laranjas”.

“Acredito que a senhora Criselídia não seja a proprietária da empresa. Queremos saber se a senhora não está sendo usada”, afirmou. Serafim Corrêa endossou a suspeita. “Para mim, ela é vítima de alguém que a está usando para fazer mal a ela, uma indignidade com uma senhora de 72 anos”, afirmou. “Estão usando a senhora Criselídea para ganhar milhões do Governo do Amazonas”, acusou o deputado Delegado Péricles.

Neste momento, o advogado da empresária se manifestou na transmissão e protestou contra o uso de termos como “laranja” e outras suspeitas que, de acordo com ele, representou falta de “urbanidade” dos deputados membros da Comissão.

Investigação do MPE

Após se darem por satisfeitos e encerrar as perguntas, a CPI encerrou a oitiva virtual com a testemunha e manteve-se em discussão. Wilker Barreto sugeriu que o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) investigue a empresa e que a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) seja notificada a suspender pagamentos à empresa, por estarem em “suspeição”.

Na última semana, outra tentativa da CPI de ouvir a empresária foi frustrada. Criselídia compareceu pessoalmente para prestar depoimento na Comissão, mas sua defesa pediu adiamento em função de seu estado de saúde. Na ocasião, o deputado Delegado Péricles chegou a acusar um dos advogados da empresária de ameaça por tentar intimidar os deputados.

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