Política

Caso ‘Mariana Ferrer’ repercute entre deputados da ALEAM

O julgamento do caso da digital influencer Mariana Ferrer sentenciado como “estupro culposo” foi tema de pronunciamento na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), desta quarta-feira, 04. A Assembleia decidiu manifestar apoio à jovem e divulgou uma nota de repúdio, citando a humilhação pela qual a Influencer foi submetida durante o julgamento.

A presidente da Comissão da Mulher da ALEAM, deputada Alessandra Campêlo (MDB), afirmou que não podemos nos calar diante do absurdo que aconteceu com Mariana. “Fiquei estarrecida, chocada ao assistir os trechos do julgamento nas redes sociais. Costumo dizer que a mulher não é estuprada só no ato violento do estupro, do crime, ela é estuprada depois quando tem que ficar se justificando. É por isso que tantas mulheres em Manaus e no Amazonas como um todo sofrem esse tipo de violência e não denunciam, porque quando denunciamos passamos, novamente, por um novo ato de violência”, afirmou a parlamentar.

Comissão da Mulher se cala sobre agressão

Durante o discurso, Campêlo relembrou vários casos de violência contra mulher, sofridos aqui no Amazonas. Questionada, por nossa equipe, por que a Comissão não se manifestou na última semana sobre o caso das jornalistas agredidas na coletiva do vice-governador do Estado, Carlos Almeida (sem partido), a deputada Alessandra Campêlo, presidente da Comissão da Mulher, não respondeu.

O presidente da Casa Legislativa, deputado Josué Neto (PRTB), também manifestou apoio ao caso “Mariana Ferrer” e afirmou que “como um homem público não podemos enxergar um acontecimento como esse como algo comum”. “A assembleia legislativa do Amazonas, apoia que nosso poder publico esteja cada vez mais ao lado das mulheres, infelizmente, vivemos hoje uma degradação das famílias e hoje tenho certeza que nosso colegiado sempre estará ao lado de causas como essa, me solidarizo à todas as mulheres do Brasil e do nosso Amazonas, que são vítimas desse tipo de crime”, completou Josué Neto.

Revisão na lei

Quem também manifestou apoio à digital influencer vítima de estupro, foi o deputado Sinésio Campos (PT), afirmou que como homem e pai de três filhas abomina qualquer ato de violência contra a mulher. “O estupro tem que ser repudiado, precisamos de leis mais rígidas para punir esses arautos do crime. Me coloco como cidadão e como homem, revoltado e repúdio esse ato, quero aqui pedir que o Congresso Nacional, possa fazer uma revisão da lei e acima de tudo que o judiciário não possa ser complacente com quem comete esse tipo de crime”, disse Sinésio.

Desde que imagens do julgamento foram divulgadas pelo The Intercept, famosos, autoridades e várias outras pessoas têm criado uma espécie de rede de solidariedade e justiça em torno da vítima.Mariana foi vítima de estupro em 2018, mas o suspeito foi absorvido em uma sentença inédita que afirma que ele não teve a intenção de cometer a violência. Nesta terça, 03, e quarta-feira, 04, o assunto #estuproculposo associado ao caso foi o assunto mais comentado das redes sociais.

Leia a nota na íntegra

A Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas manifesta total repúdio à absolvição do empresário André de Camargo Aranha, acusado de estuprar a jovem catarinense Mariana Ferrer, de 23 anos, durante uma festa em 2018, apesar de todas as provas apontarem para o crime.

Também repudia a humilhação sofrida pela jovem durante toda a audiência, onde teve a sua posição de vítima e a veracidade da acusação de estupro questionados a todo momento. Mesmo diante do trauma causado pela

agressão, Mariana teve que implorar por respeito em vários momentos da audiência e nada foi feito.

A situação é inadmissível e infelizmente retrata a realidade de muitas mulheres por todo o Brasil, que por medo de serem julgadas e desacreditadas, não denunciam esses crimes.

Não existe justificativa para um crime covarde e muito menos para a humilhação praticada por aqueles que deveriam fazer valer a justiça.

A comissão se solidariza à Mariana Ferrer e reitera o compromisso de buscar meios cada vez mais eficazes de combater e punir a violência contra a mulher, seja ela da espécie que for.

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