Brasil

Bolsonaro diz que não é responsabilidade do governo federal “se antecipar a problemas”

Em um passeio de motocicleta na manhã deste sábado (30), em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro parou para falar com a CNN Brasil, e tocou em diversos assuntos, entre eles a vacinação e a situação do Amazonas na falta de oxigênio. O presidente da República afirmou que não é responsabilidade do governo federal “se antecipar a problemas”.

“A questão de Manaus: o consumo era X metros cúbicos de oxigênio por dia, passou pra quatro, cinco ‘X’. Então estourou o negócio, foi… a Anvisa correu, liberou o oxigênio industrial a 95%, inclusive a Honda, tava lá, conversei com o cara, eu liguei pra Manaus, um amigo meu ligou pra Honda lá de Manaus […] porque a Honda forneceu para os hospitais o oxigênio deles. Então foi suspensa a produção [da fábrica], um ato humanitário da Honda, parabéns à Honda”, disse.

E afirmou: “Agora, todo mundo corre atrás. Não é obrigação nossa se antecipar a problemas, até porque problemas… nós temos. Os respectivos estados e municípios têm que nos avisar, não faz parte de nós entregarmos oxigênio. Não é trabalho da Força Aérea entregar oxigênio, mas quando acendeu a luz vermelha nós fizemos tudo possível pra atender o pessoal de Manaus”, disse.

Em seguida, Bolsonaro comparou a falta de oxigênio que matou inúmeros pacientes no Estado do Amazonas, com a vez em que salvou a vida de um soldado na água:  “Eu sou mergulhador profissional e pratico […] fui agora lá na Praia Grande, até não esperava, fui a 10 metros, mediram com a cordinha, nem esperava. Já passei sufoco salvando vida, tenho até a Medalha Pacificador com Palma, eu salvei, por coincidência o Celso Negão em 1978, a medalha que arrisquei minha vida pra tirar um soldado de dentro d’água”, disse. Em seguida, afirmou: “Eu sei o que é um sufoco você querer respirar e não conseguir respirar. E lá o pessoal tá falecendo dessa forma”.

Bolsonaro emendou ao falar das investigações que ocorrem contra o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que investiga omissão ao agir na crise de oxigênio: “Eu não quero apontar responsáveis né. Tão abrindo um procedimento, um inquérito contra o Pazuello, lógico, converso com o Pazuello, ele fica triste, com uma investigação parece que houve irresponsabilidade, uma omissão da parte dele e não houve, ele trabalha de domingo a domingo e tá fazendo um trabalho excepcional no meu entender. E rapidamente nós conseguimos a via aérea primeiro, porque Manaus, Amazonas, a logística é inimaginável de complexa, e conseguimos no mais rápido espaço de tempo conseguimos atender”.

O presidente falou sobre a carreta que chegou pela BR-319 e disse também: “Nós fazemos a nossa parte, agora se alguém tem algum problema, avisa que a Força Aérea tá aí. Não temos interesse nenhum em não atender, mesmo não sendo atribuição nossa”.

Vale lembrar que o Governo Federal foi informado 1 semana antes que o insumo faltaria nos hospitais de Manaus. E o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, esteve em Manaus alguns dias antes do colapso total de oxigênio que matou pacientes nos hospitais. Ele tocou no assunto da ‘crise de oxigênio’, mas na ocasião, não definiu medidas para ldiar com a situação, e focou nas seringas para as vacinas e na distribuição do “kit Covid”, que possui remédios sem eficácia comprovada para suposto tratamento precoce do vírus.

Com dados de CNN Brasil

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