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Governo de Wilson Lima deixa crianças sem atendimentos de urgência e emergência em hospitais, segundo SAPP

A Sociedade Amazonense de Cirurgia Pediátrica (SAPP) informou, por meio de um comunicado à sociedade amazonense, que os serviços de urgência e emergência neonatais e pediátricos do Hospital Infantil Dr. Fajardo e Instituto da Criança do Amazonas (ICAM) vão atender apenas os pacientes que apresentarem risco morte. Essa limitação, segundo a SAPP, foi necessária pela falta de contrato da empresa com o Estado, por meio da Secretaria de Saúde do Estado (SES).

Segundo Cyntia Almeida, presidente da SAPP, desde março de 2020 a empresa não tem um contrato formal com o Governo de Wilson Lima (PSC) e recebe os pagamentos via processo indenizatório, “que é ilegal”, diz Almeida. E quem também alertou para a ilegalidade desse tipo de prestação de serviço, sem contrato, foram os deputados da extinta CPI da Saúde que, segundo eles, é visto como uma forma de facilitar atos de corrupção.

OAmazonês buscou um posicionamento do governo do Amazonas, via assessoria de comunicação da SES, sobre o caso, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta.


Confira o comunicado da SAPP na íntegra

É com imenso pesar, que a Sociedade Amazonense de Cirurgia Pediátrica (SAPP) comunica a sociedade amazonense:

Os serviços de cirurgia pediátrica eletivos e ambulatoriais estão suspensos desde 24.08.2020 nos Hospitais Infantis do Estado, Hospital Infantil Dr. Fajardo e Instituto da Criança do Amazonas (ICAM).

Informamos que a partir de hoje, os serviços de urgência e emergência neonatais e pediátricos estarão restritos aos casos iminentes de morte.

Os atendimentos serão imediatamente normalizados assim que o governo do Estado do Amazonas, através da SES-AM, firmar contrato de prestação de serviço com a Empresa, bem como efetuar o pagamento dos meses em atraso.

A Empresa se solidariza com os pacientes e familiares, que esperam a realização de procedimentos cirúrgicos já retardados por conta da pandemia.

Esclarecemos que a SAPP encontra-se sem cobertura contratual desde março de 2020, buscando negociação junto a SES-AM, sem acordo até o presente momento.

Manaus 07 de outubro de 2020

À Direção

 

Sobre o autor

@danilos.andrade, formado em jornalismo pela Faculdade Boas Novas (FBN). Apaixonado por arte gráfica, audiovisual e rádio. Sócio e repórter do portal Oamazônes.
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