Bastidores

Impeachment pode voltar à pauta da Aleam pós Operação Sangria

Se nesta segunda-feira, 6, a programação virtual da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) estava imperdível pelo depoimento da ‘governadora’ Carla Pollake, como ficou apelidada a consultora de imagem do governador Wilson Lima (PSC), nesta terça-feira, 7, o que vai deixar a sociedade vidrada no canal da Assembleia é o processo do impeachment.

Segundo o presidente da Casa Legislativa, o deputado Josué Neto (PRTB), é amanhã que o parecer da Procuradoria da Assembleia sobre o impeachment será lido. Se a Procuradoria não mudou totalmente de ideia, já é sabido, há tempos, que o processo continua. Até porque, a Procuradoria avisou que nunca houve suspensão, uma vez que o processo é embasado em uma lei federal e não no Regimento Interno ou a Constituição do Estado do Amazonas, julgadas ilegais, pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), quando versam sobre o impeachment.

Comissão Especial

Ao seguir de onde parou, a Assembleia deve formar a Comissão Especial (CE), o grupo de deputados que vai julgar o pedido de impeachment de iniciativa do Sindicato dos Médicos do Amazonas. Essa segunda etapa não foi concluída em maio por causa da veemência com que deputados governistas dominaram a palavra – desse período nasceu o ‘episódio’  das ‘Marias do bairro’ e duas sessões foram encerradas abruptamente-, mas será que pós Operação Sangria a defesa do governo permanece forte ou a base vai ser mostrar estremecida?

Corre à boca pequena

Nos corredores virtuais da Assembleia, assessores de deputados governistas comentam que a ação da Polícia Federal e, especialmente, aquela lista com oito nomes que coincidem com as graças de deputados da base, quebraram laços importantes da união dos parlamentares a favor do governo e Poder Executivo está menos blindado pelas excelências.

De olho

A verdade é que somente na sessão desta terça-feira será possível saber se mais pessoas pularam fora do governo da gestão de Wilson Lima e Carlos Almeida Filho ou se esse movimento se limitou a ex-secretária de Comunicação, Daniela Assayag, e a de ex-secretária de Saúde, Simone Papaiz.

Sobre o autor

@blinkjornalista jornalista formada na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que ama falar de política e perguntar das autoridades aquilo que o público precisa saber. Sócia do OAmazonês e repórter da Rádio Mix
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